Porquê você deve assistir Big Little Lies

16 janeiro 2018


Big Little lies é uma série da HBO, inspirada no livro de mesmo nome da autora Liane Moriarty, que estreou aqui no brasil no final do ano de 2017. A produção tem ganhado muito destaque ultimamente, principalmente por ter sido indicada e vencido a algumas categorias no Globo de Ouro.

A série se desenvolve em torno da vida de três mulheres, Madeline (Reese Witherspoon), Celeste (Nicole Kidman) e Jane (Shailene Woodley), cujo os filhos acabaram de iniciar o primeiro ano em um colégio em Moterey, na California.

A cidade de Monterey é aparentemente tranquila, mas isso fica realmente só nas aparências mesmo. As paisagens maravilhosas do lugar contrastam com os dramas familiares e psicológicos dos personagens. Monterey está repleta de intrigas, disputas e conflitos, as cortinas de vida perfeita vão aos poucos de dissolvendo e esses personagens vão sendo revelados para nós. Porém o que é mais interessante, é que eles continuam sendo invisíveis entre si.


Durante toda a série, acompanhamos flashbacks dos acontecimentos que antecederam um assassinato, em nenhum momento somos informados da vítima ou do assassino, construindo um suspense que se sustenta durante a séries inteira, na minha opinião, sem ser cansativo.

Junto a essas lembranças, também acompanhamos os depoimentos dos personagens que estavam na cena do crime, uma festa fantasia promovida pela escola primária, e que “conheciam” o cotidiano da cidade e de seus moradores. No entanto, durante a série, percebemos que esses depoimentos não passam de fofocas e suposições, pessoas atacando umas as outras sem conhecerem minimamente sua realidade.



A série é muito rica em temáticas, fala da violência doméstica, abuso sexual e bulliyng no mesmo pacote e continua dando certo, sem negligenciar nenhum desses impasses. As três protagonistas têm a vida entrelaçada por esses traumas, e apesar de tentarem ignorá-los de todas as formas, eles sempre estão lá para lhes tirar o sono.

A trilha sonora é linda (e está disponível Spotify), a filha de Madeline tem um talento nato e um incrível bom gosto para música, praticamente toda a trilha é ditada pelo Ipod de Chloe. Todas essas músicas têm uma pegada linda de Blues que combina muito com os dramas da série.

Apesar de ser divulgada como uma minissérie de apenas uma temporada, uma segunda foi confirmada. Eu realmente espero que alcance o que a primeira conseguiu. O elenco maravilhoso e a fotografia linda me pegaram no coração. E com certeza recomendo demais essa série.

Se você já assistiu ou pretende, deixe sua opinião aqui nos comentários, eu vou adorar ver. Abaixo deixei a playlist com a trilha sonora completa no Spotify.



Porque 'gordofobia' nunca foi uma piada?

06 janeiro 2018

Alexandra Gurgel

Nesse último mês do ano de 2017, a internet me mobilizou e entrou em debates e discussões sobre a gordofobia. Tudo teve origem no comentário preconceituoso do humorista Danilo Gentili no twitter, que usou a imagem da jornalista e youtuber Alexandra Gurgel, ativista do movimento contra a gordofobia, para supostamente fazer uma "piadinha" direcionada a pessoas gordas. 

Muito ódio começou a ser destribuido por causa desse acontecimento e argumentos ridículos foram criados tentando justificar a atitude do Danilo e de outros milhões gordofóbicos, e de que como esse movimento contra a gordofobia "prejudica a saúde" das pessoas. 

Sinceramente, não fiquei muito surpresa quando vi o tweet do Danilo, afinal, ele tem  fama de ser um humorista que desrespeita todo mundo e não se importa nada com isso, o que me surpreendeu mais foi a atitude da maior parte do público. Algumas pessoas ficaram totalmente chocadas por que nunca imaginaram que poderia existir alguma coisa chamada 'gordofobia'.



Esse é exatamente o ponto mais interessante, milhões de pessoas fazem todos os dias pelo menos uma piada com o objetivo de ridicularizar alguém gordo, e essas piadas, muitas vezes são vistas até como brincadeiras amigáveis, mas acreditem ou não, 90% dos alvos das piadas se sentem incomodados e envergonhados e muitos chegam a planejar o próprio suicídio ou se mutilam por não fazerem parte dos padrões que lhes são impostos.

Um dos argumentos mais utilizados contra o movimento "#gordofobianãoépiada", é: "gordos não são saudáveis, não me preocupo com a aparência, apenas com a saúde dela". Francamente humanos... Se essas pessoas vissem uma mulher magra e "padronizada" comendo uma bandeja cheia de frituras, refrigerante e doces num restaurante, iriam ficar preocupados com a sua "saúde" ou iriam a admirar por comer tudo e ainda ser "magra e linda"? Acredito que a segunda opção é bem mais provável. Além disso, ser gordo não se limita a comer muito, a saúde uma pessoa envolve muito mais que isso.

A gordofobia nunca foi e nem será uma piada, o movimento contra essa violência está ganhando muita força agora, mas isso não significa que o preconceito não existia antes, significa apenas que os alvos pararam de rir e fingir que não se importam, e começaram a responder a violência a altura.

E você que está lendo esse post e por acaso se reconhece como uma pessoa gordofóbica que quer aprender a respeitar mais os outros, a comunidade está aberta para te ajudar, se não, por favor, não contribua com mais ódio e violência, apenas fique no seu lugar com as suas próprias opiniões. Se você está sendo alvo de gordofobia, por favor, procure ajuda, com os seus amigos de verdade, família, ou até nas redes sociais, tenho certeza de que vai encontrar apoio. 

It: A coisa

05 janeiro 2018

"Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado "Losers Club" - o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do "Losers Club" acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise." 

pennywise

Contrariando todo o marketing integrado ao filme, não acho que It seja um filme aterrorizante, e que vá te deixar sem dormir. É um filme que desconstrói um pouco o gênero, que te faz rir em muitos momentos e se emocionar com a relação dos integrantes do 'Losers Club'. Inclusive, esse é o meu ponto preferido no filme, a amizade dos personagens e a relação deles com os seus próprios medos, que na verdade é uma característica marcante dos filmes produzidos na década de 80, que é o período em que a história é contada.

Esse hype de produzir muitos filmes e séries ambientados nessa década (Stranger Thrings) não me incomoda em nada, na verdade eu acho muito nostálgico e emocionante,  mesmo para aqueles que não viveram os anos 80, como eu, além do que a fotografia e as trilhas sonoras são, na maioria das vezes, muito lindas.

losers club

O filme é um remake de uma produção mais antiga - que eu particularmente não assisti, e provavelmente não vou, levando em consideração as críticas horríveis que esse filme recebeu - e baseado em um livro de mesmo nome do escritor Stephen King. Conhecendo o livro e a narrativa típica do escritor, que nos leva aos poucos para o seu mundo 'fantástico' e nos faz morrer de medo, o filme permanece fiel a história na medida do possível, mas todos sabemos que nem sempre uma adaptação consegue transmitir tudo que o livro proporciona, mesmo assim, não deixa de ser uma ótima experiência.

O diretor optou por dividir a história em duas partes, a segunda provavelmente será lançada só em 2019. Sinceramente, acho que foi uma boa escolha, levando em consideração que o livro é comparável com um tijolo. (haha) Essa segunda parte vai tratar dos integrantes do clube já adultos.

Vale muito a pena assistir o filme, não fui ao cinema, mas acredito que teria sido uma experiência muito melhor se tivesse. Com certeza quero assistir a segunda parte, já que a primeira entrou para a minha lista de filmes favoritos.

Veja mais filmes e séries que ando assistindo aqui: FILMOW.